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12.6.11

Disco do Mês: O Segundo Depois do Silêncio


Nosso Disco do Mês de junho é um dos melhores lançamentos do mercado nacional neste primeiro semestre: o CD O Segundo Depois do Silêncio, da banda acreana Los Porongas, lançado em show realizado no Teatrão, em Rio Branco, em 15 de janeiro, sobre o qual Nany Damasceno escreveu no Som do Norte no dia seguinte:

"Os meninos acreanos partiram rumo ao desconhecido, para morar em São Paulo, sonhando em viver de música quatro anos atrás. Deu certo, e a prova disso está neste novo trabalho, que exala saudade da terra natal e contentamento pelo novo, além de maturidade, soando diferente porém sem perder a identidade. Hora do show, teatro lotado, pessoas sentadas nas poltronas e no chão. Gente em pé lá atrás, expectativa, nervosismo, ansiedade. Um espetáculo emocionante do início ao fim, fazendo valer a espera de quatro anos para um novo CD."


Show em Rio Branco - 15.1.11
(Foto: Natan Peres)

Pedro Brant comentou no Correio Braziliense (Brasília), em 3 de junho, que "se a preocupação da banda era não perder sua assinatura, missão cumprida. As principais características que transformaram o Los Porongas na maior manifestação pop do Acre continuam presentes. O entrosamento instrumental do trio Magrão, Anzol e João Eduardo continua afiadíssimo. Os dois primeiros mantêm a cozinha coesa e deixam bastante espaço para João brilhar com riffs e solos expressivos. As letras de Diogo dizem bem mais do que as palavras sugerem e a interpretação do vocalista ainda é um dos pontos fortes do quarteto."


Ubiraci Neto comentou em 19 de janeiro no blog do Coletivo Mambembe:

O segundo álbum começa com “Fortaleza”, que grita e questiona a inércia do não agir por bem, mais sem saber bem; agarrar-se a solidão com escudo; o conforto que é não agredir: “Que amigos eu já não sei quem são/ do que foi que me esqueci por indelicadeza/(...) Como é que vão dizer o que não é/ e você vai ficar calado”. Vale nota determinado elemento surrealista, marca registrada do primeiro disco: “Quem vai poder plantar as flores que nascem na cabeça”. Em “Cada Segundo” e “O Lago” divagar sobre a relação escolhas/tempo e suas varias possibilidades é a brincadeira. Como conflitos amorosos cantados, duas faixas fazem justiça a ótima fase da musica nessa temática “O Silêncio” e “A Verdade”: “O amor só não me satisfaz/Quando muito é muito pouco”.

Há quem diga que um disco deve ter equilíbrio, redondo para que todo soe como um, sem músicas muito inferiores ou superiores as demais, bem se esse for o caso, temos um problema aqui, e o nome dele é “Sangue Novo” a obra-prima incontestável, guitarra emocionante, grito de gênio poeta do rock. “Bem longe” é música de observação da grande metrópole, manter a sanidade, passagem veloz e indiferente com direito a apelo religioso. Por fim um pouco da boa dialética ocidental em “Dois lados” com direito a entrada de metais só pra arrancar aquele último suspiro: “Se o mundo não girar/Que lado vai ficar/ Escuro/Quando tempo duro?”.

Outra foto do show em Rio Branco - 15.1.11

O SEGUNDO DEPOIS DO SILÊNCIO
Los Porongas - 2011

1 - Fortaleza

2 - Cada Segundo


3 - Bem Longe - part. esp: Carlos Gadelha (guitarras)


4 - Dois Lados - part. esp: Nosotros (trompete e trombone)


5 - Sangue Novo


6 - Mais Difícil - com Hélio Flanders (Vanguart)


7 - O Lago


8 - Silêncio


9 - A Verdade


10 - Desordem (Time Out)


11 - A Dois


12 - Longo Passeio - com Maurício Pereira



  • Acesse o álbum na pasta "Los Porongas" do diretório "Acre" no 4Shared do Som do Norte - http://migre.me/52yhL


“Um disco inspirado. É o som do Norte conquistando o Brasil!”
(Juca Culatra)

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