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Ouça a música dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

3.11.12

Disco do Mês: Arraial do Mundo




Nosso Disco do Mês de novembro, que comemora os 39 meses do Som do Norte no ar, é Arraial do Mundo, da cantora amazonense Karine Aguiar. O CD foi gravado em Nova York (EUA), sendo desta forma o primeiro disco nortista produzido no exterior a figurar entre nossos Discos do Mês. No CD, Karine promove um grande diálogo entre a música amazônica e o jazz, além de outros gêneros da música brasileira, tudo isto com o intuito de universalizar a música produzida na Amazônia, ainda pouco difundida no restante do país e mais ainda no exterior. Daí então seu interesse em contar com o pianista alemão (radicado nos Estados Unidos) Vana Gierig como produtor e principal arranjador do disco, e também de ter todas as letras em português traduzidas para o inglês no encarte.

O disco foi gravado em abril de 2012 no Water Music Studios, em Nova York, o mesmo por onde já passaram artistas como Esperanza Spalding, Nancy Sinatra e U2.  O show de lançamento do CD integrou a programação do 7º Festival Amazonas Jazz, no Teatro Amazonas (Manaus), em 28 de julho de 2012. 

Natural de Manaus, Karine começou sua trajetória musical aos 12 anos, no Festival de Calouros do SESC-AM; em três anos, foi premiada duas vezes. Estudou técnica vocal no Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro com a maestrina bielo-russa Natália Sakouro. É cantora integrante da Orquestra de Violões do Amazonas e da Big Manaus Band. Karine já dividiu o palco com grandes artistas como a cantora Jane Duboc, o pianista Michel Freidenson e o compositor Eduardo Santhana.

Em 2011, representou o Amazonas no 33° Femucic em Maringá (PR), onde se destacou entre os 15 melhores artistas nacionais participantes. No mesmo ano, venceu o Fecani (Festival da Canção de Itacoatiara, AM), arrebatando quatro prêmios: Melhor Música, Melhor Letra, Melhor Arranjo e Melhor Intérprete, com a canção "Acalanto" (Eduardo Santhana), canção presente no repertório deste CD. Em 2012, foi a grande campeã 28° Festival da Canção de Ourém (PA), arrebatando ainda os prêmios de Melhor Letra e Melhor Arranjo, com a canção “Por toda vida” (Gonzaga Blantez - com Karine na foto à direita). 


ARRAIAL DO MUNDO
Karine Aguiar - 2012

1 - Porto de Lenha (Aldísio Filgueiras - Torrinho)

2 - Meu Baião (Gonzaga Blantez)


3 - Vento (Gonzaga Blantez - Eliakin Rufino)


4 - Fica Comigo (China - Robertinho Chaves)


5 - You've Changed (Carl Fischer - Bill Carey)


6 - Quem Samba Sabe (Manoel Gandra - Vytória Rudan)


7 - Um Tom Para Jobim (Reflexão) (Gonzaga Blantez)


8 - The Man I Love (George Gershwin - Ira Gershwin)


9 - Acalanto (Eduardo Santhana)


10 - Dia de Festa (Torrinho)




Vana Gierig
Ficha técnica

Produzido por Vana Gierig
Produtores executivos: Karine Aguiar e Ygor Saunier

Músicos:

Karine Aguiar - voz
Vana Gierig - piano (todas as faixas) / fender rhodes (2)
Ricardo Vogt - violão (1, 2, 4, 6, 8, 9, 10)
Matthew Parish - baixo (todas as faixas) / violoncelo (10)
Marcello Pellitteri - bateria (1, 3, 4, 6, 10)

Ygor Saunier - bateria (2, 7, 8) / percussão (1, 2, 3, 4, 6, 8, 10)

Coro da faixa 6 - Karine Aguiar, Ygor Saunier, Ricardo Vogt e Veronica Nunes (gravado no Highend Studio, NYC, engenheiro: Jeremy Loucas)

Gravado (exceto o coro da faixa 6) e mixado por David Kowalski no Water Music Studios (abril, 2012). Engenheiro assistente: Sean Kelly
Masterizado no G&J Audio Studios (maio, 2012)

Gravação em Nova York - abril/2012

Arranjos

Vana Gierig, Karine Aguiar e Ygor Saunier - 1, 4, 10
Anderson Farias, Emerson Marcelo Figueiredo, Karine Aguiar, Miquéias Pinheiro e Ygor Saunier - 2
Vana Gierig e Ygor Saunier - 3, 6
Vana Gierig - 5, 8
Karine Aguiar e Vana Gierig - 7
Karine Aguiar e Ricardo Vogt - 9

Pré-produção (Manaus): Emerson Marcelo Figueiredo, Ronalto Alves (China), Karine Aguiar e Ygor Saunier

Direção de arte: Carlos Maciel Jr. (carlosmjr@gmail.com)

Fotógrafa: Chris Pellet (chrispellet_2000@yahoo.com.br)
Assistente: Yara Saunier
Fotos adicionais: Marcello Pellitteri foi fotografado por Christophe Agou

Tradução de letras para o encarte:
faixas 1, 2, 3, 4, 6, 7, 9 e 10 - Claudio Talesman - tradução e revisão, Cleber de Souza Bezerra - revisão. Coletivo Talesman - http://coletivotalesman.blogspot.com.br/
faixas 5 e 8 - Karine Aguiar


Contatos para shows: 
91-9907-6456
musicadonorte@gmail.com
http://karineaguiar.com
Karine Aguiar é uma artista Som do Norte http://www.somdonorte.com.br/

Show de lançamento - julho/2012

 Patrocínio:

Dale Pro Audio (New York)
Loppiano Pizzaria
Coletivo Talesman
Secretaria de Estado da Cultura do Amazonas

Apoio Cultural:

Projeto Assuarte

Foto: Chris Pellet

4.10.12

Disco do Mês: Vida em Cinco Atos


Nosso 27º "Disco do Mês" destaca pela terceira vez  um lançamento do Acre. Depois de Caldo de Piaba (Volume Um, março de 2011) e Los Porongas (O Segundo Depois do Silêncio, junho de 2011), o destaque é para Vida em Cinco Atos, EP de estreia da banda Os Descordantes, que lança o disco com o apoio do Som do Norte.





A banda buscou seu nome num conceito ligado à poesia trovadoresca: quando o  poeta lamentava alguma paixão não correspondida, escrevia os descordos. Os quatro integrantes do grupo - Dito, George, Paulo e Marxson - se propõem a falar de amor em suas músicas:

- O sentimento hoje em dia ficou tão banal que as pessoas têm medo de falar... Falar de amor não dói. Queremos fazer algo que toque as pessoas.



Aos poucos o grupo, surgido em julho de 2010, vai conquistando seu espaço na cena autoral acreana. Além de marcar presença nos bares da noite de Rio Branco, Os Descordantes já tocaram no Grito Rock 2011 em Rio Branco e Vilhena (Rondônia); neste ano, estiveram no Festival Casarão (Porto Velho) e Acre Rock Festival (Rio Branco), ambos realizados em setembro, e já estão confirmados na escalação do 2º Skinni Rock Festival (Boa Vista), em dezembro. 








Todas as composições são de Diego Torres. A 2, em parceria com Paulo  Vitor Belmont, a 4 com Aarão Prado, e a 5 com Bruno Belmont. 

Aarão Prado participa cantando na faixa 4, e Saulinho Machado na 1. 

O EP foi gravado entre abril e junho de 2012 em Rio Branco, no estúdio Kalango Louco, exceto a faixa 6, gravada em dezembro de 2011 no estúdio Coaxo do Sapo , em Camaçari (Bahia). 

2.9.12

Disco do Mês: EP Ingrid Sato (2012)


Arte (fotos e design): Renatah Melo


O Som do Norte orgulhosamente apresenta o EP Ingrid Sato, primeiro lançamento virtual desta cantora natural de Macapá. O lançamento comemora o 37º mês do Som do Norte, no ar ininterruptamente desde 3 de agosto de 2009.  É o 26º "Disco do Mês", e o quinto produzido por iniciativa do jornalista Fabio Gomes, editor do blog. O primeiro, À Sua Maneira, reuniu em junho de 2010 as primeiras gravações da paraense Aíla. O segundo, Fuzzilando, saído em dezembro de 2010, trazia o show da banda Turbo, também do Pará, no Grito Rock Belém daquele ano. O terceiro, Volume Um, surgido em março de 2011, reunia as primeiras gravações dos acreanos do Caldo de Piaba. O quarto foi o CD Som do Norte 2011, lançado em novembro, com destaques da produção de 2010-11 em cinco Estados do Norte (Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Tocantins). 


Cantora e compositora, Ingrid Sato, 26 anos, estudou técnica vocal na Escola de Música Walquíria Lima (Macapá). Já atuou como backing vocal da cantora Patrícia Bastos, além de participar da Orquestra da Escola Walquíria Lima e atuar como vocalista da Banda Ômega 3. Canta regularmente na noite de Macapá. Participou de shows das cantoras Karina Ninni e Celine Guedes. Ingrid é presença certa em shows realizados anualmente em Macapá Desde que o Samba é Samba (a partir de 2010) e Dia Internacional das Mulheres (desde 2005). Em junho de 2012, seu trabalho passou a ser produzido por Fabio Gomes, editor deste blog.



Ingrid tem participado de festivais competitivos de música, no Amapá, Pará, Pernambuco e São Paulo. Em 2005, foi escolhida Melhor Intérprete no Festival Universitário da Canção (Macapá, 2005). Venceu em 2011 o 1º Festival da Assembleia Legislativa do Amapá, cantando "A Pausa", de Serginho Sales, canção que encerra o EP hoje lançado. 




1 - Aonde ou Onde (Alê Carmani)
2 - Papel de Parede (Dímisson Monper - Dilean Monper - Adriano Feeba) / Participações especiais: Dilean Monper – vocal; Dímisson Monper – vocal e “trumpete” bocca chiusa
3 - Conselho (Willian Cardoso)
4 - A Pausa (Serginho Sales)

Você pode baixar gratuitamente o  EP desta nova revelação da MPB vinda do Amapá  - basta deixar uma mensagem sobre o EP em suas redes sociais (Facebook, Twitter ou Orkut) clicando no botão abaixo do PagSocial e pronto, o download do EP inicia diretamente dos servidores do Som do Norte! 




O pacote de download inclui as quatro músicas, capa, contracapa e ficha técnica do EP, além de uma foto promocional da artista.

Ingrid Sato é artista exclusiva do Som do Norte


Ficha técnica:
Concepção e produção do EP: Fabio Gomes
Arte (fotografia e design de capa e contracapa): Renatah Melo

As gravações reunidas no EP foram realizadas em diferentes ocasiões e estúdios em Macapá – AP. Todos os esforços foram feitos para a obtenção do máximo de qualidade sonora em todas as faixas, contamos com sua compreensão para eventuais falhas.

Contatos para shows:
Som do Norte
musicadonorte@gmail.com
91-9907-6456

9.8.12

Disco do Mês: Carimbó Caseiro do Pinduca



Nosso Disco do Mês de agosto, que marca as comemorações do 3º aniversário do Som do Norte, é Carimbó Caseiro do Pinduca, o 34º disco lançado pelo cantor e compositor paraense nascido em Igarapé-Miri em 4 de junho de 1937. 

Batizado Aurino Quirino Gonçalves, Pinduca começou a carreira cedo: já aos 14 anos tocava pandeiro. Na abertura de uma festa de Nossa Senhora do Rosário na vila de Maiuatá, chamou a atenção ao levantar e dançar enquanto tocava maracas, uma absoluta novidade. Já aos 16 anos, o jovem Aurino foi autorizado pelo pai a ingressar na Orquestra Brasil, de Abaetetuba. Pouco depois, seguia para Belém, onde se destacou como baterista da Orquestra de Orlando Pereira. Ao prestar o serviço militar, aos 18 anos, decidiu ingressar na Polícia Militar, chegando a tenente-mestre da Banda de Música da PM. 

Ao contrário do que se possa pensar, "Pinduca" não é um apelido familiar que virou nome artístico. Aurino também era conhecido como Noca, até que ao organizar uma festa junina em 1957 (mesmo ano em que formou sua primeira banda), foi colocando nomes caipiras nos chapéus de palha. Um músico pegou o chapéu com o nome de Nhô Zé, outro de Tio Bené e Aurino optou pelo que continha o nome Pinduca, nome que nunca mais lhe abandonou. 

O primeiro LP, Carimbó e Sirimbó de Pinduca, foi gravado em 1973 e lançado pela Beverly. A este se seguiram nove outros discos com título semelhante (do 2 ao 5, o título mudou para Carimbó e Sirimbó no Embalo do Pinduca; do 6 em diante, Pinduca no Embalo do Sirimbó e Carimbó), até sair o volume 10, em 1981. Os volumes 12 a 14 foram intitulados Pinduca, o Rei do Carimbó, título que ele segue usando, como vemos na capa do atual CD, que saiu este ano.

Em Belém, o lançamento de Carimbó Caseiro do Pinduca aconteceu no show que Pinduca fez no Pier das Onze Janelas, encerrando o Festival Cultura de Verão na capital, em 25 de julho de 2012. A participação anterior do artista em um evento do mesmo porte na capital foi uma breve participação no show de Juliana Sinimbú no festival Conexão Vivo, em 29 de outubro de 2011. Fora do país, Pinduca já se apresentou na Bolívia, Peru, Colômbia, Guiana Francesa e Alemanha. 

Depois de lançar uma média de um disco por ano até 1989, nos anos 90 Pinduca apresentou um novo CD a cada quatro anos, em média. Na década passada, saíram Pinduca Vol. 33 (2009), 40 Anos de Sucesso (2007) e Pinduca ao Vivo (2005). 

CARIMBÓ CASEIRO DO PINDUCA
Pinduca - 2012

1 - Mosqueiro (Pinduca)

2 - Amigo do Barzinho (Pinduca)


3 - Gente do Norte (Dr. Edinaldo Lobato - Pinduca)


4 - Macaco, Bode e o Urubu (Pinduca)


5 - Semente no Coração (Pinduca)


6 - Capitão Ivanildo (Pinduca)


7 - Um Grito pela Paz (Pinduca)


8 - Mototaxista, Taxista e Perueiro (Pinduca)


9 - Gororoba (Pinduca - Nenem)


10 - Vou te Buscar Menina (Pinduca)


11 - Quero Ficar (Pinduca)


12 - Carimbó do Miriti (Dr. O. Sinimbú)


13 - Meu Olhar (Pinduca)

14 - Lixo do Mundo (Pinduca)


15- Pai d'Égua Esse Tesão (Jorge L. Mendes)


16 - Carimbó do Camarão (O. Sinimbú - Leovaldo)


17 - A Velhice (Pinduca)


18 - Passarinho (Antonio Juracy - Pinduca)


19 - Toda Hora Ela Quer (Pinduca)


20 - Nem que a Vaca Tussa (Pinduca)




Ficha técnica

Técnico de gravação e mixagem: Nenem do Pinduca
Técnico de masterização: Rodrigo Ferreira
Art Designer: Luã Oliveira
Produtor: Pinduca

Este CD foi gravado na sala de ensaios da Banda do Pinduca, com a participação dos músicos da Banda: Pedrinho, Benedito Vitor, Neca, Adriano, Sabá, Douglas, Cocada, Max, Serafim, Mendes, Wellington Nazareno. 

Contatos para shows: 
91-3249 / 9172-1313
pinduca@nautilus.com.br
http://www.pinducacarimbo.com.br

Apoio cultural: 

Nefroclínica
Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves

6.7.12

Disco do Mês: Sem Mentiras - Veludo Branco




Nosso "Disco do Mês" de julho é o novo EP da banda roraimense Veludo Branco, cujo título remete ao processo de criação do novo trabalho. Ele foi gravado ao vivo ao longo de oito horas em abril de 2012, no Estúdio Parixara, em Boa Vista (RR), e reúne quatro músicas, uma vinheta e um poema. O EP será disponibilizado na internet através do blog Som do Norte (www.somdonorte.com.br) na sexta, 6 de julho. Já a festa de lançamento acontece no dia 28 de julho, em Boa Vista. Sem Mentiras é o primeiro lançamento oficial do selo independente Roraima Rock Discos. 

O primeiro trabalho da banda após o CD de estreia, Veludo Branco Rock'n'Roll, lançado como nosso "Disco do Mês" de agosto de 2010, começou a ser gravado às 18h do dia 21 de abril, e foi concluído às 2h do dia 22. A produção foi de Bebeco Pujucan e da própria banda, com assistência técnica de Marcio Patricio. Enquanto o CD era composto basicamente de blues rock, no novo EP a Veludo experimnta outros caminhos - “Amor Bandido” é um  hard rock, “Ela só quer me fazer delirar” um blues, “Sem Mentiras” um folk rock e “Maldita Ressaca” um blues/jazz. As letras seguem na linha já conhecida pelos fãs da Veludo, exaltando temas como mulheres, diversão, bebida e o próprio rock'n'roll. 

O EP abre com uma vinheta tendo como trilha um trecho da gravação do cantor pernambucano Otto da canção "Pra Ser Só Minha Mulher" (Ronnie Von - Tony Osanah), e contém ainda os "Poemas de Boteco", de Victor Matheus, recitados pelo vocalista Mr. Gonzo antes de "Maldita Ressaca". Todas as músicas são de autoria da Veludo Branco, com exceção de "Ela Só Quer me Fazer Delirar", parceria de Mr. Gonzo com Poliana Silvestrini. O EP também marca a estreia do baixista Paulo Henrrique Veludo nas gravações da banda, ao lado de Mr. Gonzo e do baterista Cezar Matusa. Em três músicas - "Amor Bandido", "Sem Mentiras" e "Maldita Ressaca" -, houve ainda a participação do tecladista Alexandre Dias.

O projeto gráfico do EP é de Victor Matheus com design gráfico de Saulo Oliveira. As fotos de capa, contra capa, bolacha e encarte do EP são de autoria de Juliana Coelho. O EP tem o apoio do blog Som do Norte, Camera Pro Films, Effex Films, Black House, Estúdio Parixara e Saulo Oliveira. 


Simultaneamente à gravação do EP, foi realizado um documentário sobre os bastidores e também o videoclipe das quatro músicas. Este material dará origem ao primeiro DVD oficial da Veludo Branco, com imagens de Saulo Oliveira e cenas dos bastidores por Saulo Oliveira e Juliana Coelho, ela também responsável pelas fotos. O projeto gráfico do DVD é de Victor Matheus, com design gráfico de Saulo Oliveira, e produção executiva dos estúdios Camera Pro Films, Effex Films e Black House.

Após o lançamento do EP no Som do Norte nesta sexta, dia 6 de julho, a cada semana será disponibilizado na rede um videoclipe, culminando com a festa do lançamento na Choperia Chacrinha, em Boa Vista, no dia 28 de julho, sábado, com show das bandas Veludo Branco e HCL e participação do poeta Rodrigo Mebs, além de sorteio de brindes, torres de chopp e produtos da Veludo. A festa dá início também à turnê de lançamento do EP na região Norte, que já tem shows confirmados para Manaus em agosto e Porto Velho em setembro.


5.7.12

Acervo Pará: Eletrola (2002)


Ao se completar 10 anos do lançamento do único CD da banda Eletrola, o álbum foi disponibilizado na íntegra no Soundcloud. Aproveitamos a oportunidade para compartilhá-lo com vocês na nossa seção de Acervo, já que se trata de um registro que marcou época na cena paraense. Pudera, afinal vejam quem eram os integrantes da Eletrola:

Eliézer Andrade - voz, guitarra
Natanael Andrade - baixo, voz
Mário Antunes - bateria
Camillo Henrique - guitarra, voz

Após o final das atividades do grupo, em 2005, Eliézer e Natanael criaram a Johnny Rockstar, enquanto Camillo fundou a Turbo. Apenas Mário Antunes não mais voltou às atividades musicais. 

Embora gravado há tanto tempo, o álbum produzido e gravado por Paulo Lavareda soa atual. Tanto que, volta e meia, hits do álbum são tocadas como cover por outras bandas paraenses.

Em junho de 2011, o site Pará Música publicou um depoimento do empresário Ná Figueredo, editado por mim, a propósito do CD. A publicação original está em http://www.paramusica.com.br/pagina/radarparadetalhe/ID/42

***

O pop altamente radiofônico do Eletrola

Ná Figueredo conta qual o seu disco inesquecível no rock paraense

Por Ná Figueredo
Meu disco paraense inesquecível é oEletrola, lançado pela banda Eletrola em 2002. É um disco correto, altamente radiofônico, muito pop, com melodias que grudam no ouvido. Música para tocar no rádio. As pessoas cantavam todas as músicas nos shows. O grande pecado dos independentes brasileiros de hoje é que eles fazem música anti-radiofônica. Se a música não toca no rádio, dificulta o interesse pelos shows e a banda não circula. A banda precisa sempre atrair um público maior do que o que ela já tem, precisa trabalhar o disco depois de pronto, não simplesmente deixá-lo de lado e já começar a pensar no próximo.
Além das qualidades musicais do CD, a Eletrola merece destaque porque foi a banda que, pela primeira vez, tentou fazer algo diferente do que se fazia então. A cena em Belém sempre foi forte, mas nunca acontece fora daqui porque faltam coisas vitais: organização e profissionalismo. A Eletrola se viu como uma banda, contratou um manager, o Alex “Corujinha”. Ele cuidava de vender os shows, colocar a Eletrola para circular pelo Brasil, e a banda só se preocupava em fazer sua música. Com isso, eles passaram a viver de shows, isto levou a cena a ser vista de outra forma. Mas depois de um tempo o Alex fez uma série de dívidas, saiu de Belém, e em seguida a banda acabou, em 2005.
A fama da Eletrola continuou, nesse mesmo ano fui a Brasília participar da 1ª FMI (Feira de Música Independente), quando eu dizia que era de Belém todo mundo só perguntava pela Eletrola. Outra banda que, mais tarde, reproduziu aquele modelo de organização e deu muito certo foi o Madame Saatan, que hoje está em São Paulo – eles têm um produtor que cuida dos interesses da banda e só se preocupam em tocar. Outras bandas daqui que foram pra São Paulo, como a Morpheus e A Euterpia, não investiram nesta estrutura e acabaram em seguida.  É importante ter planejamento, viver como banda, tem alguém que cuide dos interesses da banda. A Eletrola tinha tudo isso. 




Baixe aqui

1.6.12

Disco do Mês: A Primeira Viagem - Jamrock


A banda Jamrock, de Boa Vista, Roraima, apresenta em grande estilo sua estreia fonográfica. Nesta sexta, 1 de junho, terá seu EP A Primeira Viagem lançado para download gratuito simultaneamente pelo blog da banda (http://bandajamrock.blogspot.com.br) e pelo Som do Norte às 20h (21h pelo fuso de Brasília). Já no sábado, 2 de junho, convida seu público para festejar com o show em que terá as participações especiais de Neuber Uchôa e da banda Ostin, na Chopperia Chacrinha (Av. Nossa Senhora da Consolata, 606, Centro, ao lado do Espaço Domus), a partir das 22h, com ingresso a R$ 5,00. O valor será usado para custear a prensagem de A Primeira Viagem em CD. Este será o primeiro lançamento do novo selo DoQuintal, uma iniciativa do produtor Bebeco Pujucan e do poeta Jaime Brasil Filho. O disco foi integralmente gravado em Boa Vista, no estúdio Parixara, de Bebeco Pujucan. A festa de hoje comemora o duplo lançamento, do EP e do selo, e tem o apoio da Chopperia Chacrinha e do Som do Norte.  




Escolhido como "Disco do Mês" de junho do Som do Norte, o EP A Primeira Viagem contém seis músicas, várias das quais conhecidas dos fãs da banda, pois fazem parte do repertório dos shows mais recentes. Destaque na apresentação do Grito Rock Bonfim deste ano, “Segundo Sonho” foi disponibilizada no YouTube em março. Também já são sucesso “Praia” e “Futuro Bom” – a segunda abriu o CD virtual Som do Norte 2011, lançado em novembro passado, sendo a primeira faixa da banda em um CD. A maior novidade é a música que abre o EP, “Herói Cotidiano”.

O nome A Primeira Viagem não deve ser entendido apenas no sentido literal, de fazer as malas e ir para outro lugar (como na letra de “Praia”) ou mesmo de ir mentalmente para um “mundo colorido e bastante distorcido” (em “Segundo Sonho”). Tem a ver também com o fato de esta ser a estreia do grupo, somando-se à circunstância de três dos integrantes da Jamrock nunca terem tocado em outra banda antes.


Foto: Ed Andrade Jr. 

Ana Gabriela (violão e voz), Hugo Pereira (contrabaixo e voz), Hyago Moura (guitarra e voz) e Roberto Vizotto (bateria) começaram a tocar juntos em 2009, iniciando uma trajetória de crescente reconhecimento e sucesso na cena alternativa de Boa Vista, cidade com pouca tradição de bandas de reggae independentes. Em 2005, em artigo escrito para o Itaú Cultural, o poeta e compositor Eliakin Rufino dava conta da existência então de apenas duas bandas de reggae no Estado – a Gui-Brass, de reggae “roots” (ou seja, raiz), e a Roraima Reggae, de “reggae leaves” (“Não é da raiz, é da folha: veio da Jamaica, mas vive na Amazônia”, dizia Eliakin).

O som que a Jamrock apresenta em A Primeira Viagem situa-se num misto das duas tendências, combinado a influências diversas como power pop, rock, jazz e MPB. Nas letras, predomina a mensagem positiva, otimista, de um amanhã melhor que hoje, mas sempre colocando isso na dependência de uma ação do ouvinte (“Liberte a paixão, que há dentro de você!”, diz a letra de “Pensamento”).

A performance da Jamrock em palco já foi elogiada nacionalmente no jornal O Estado de São Paulo em julho de 2011 por Humberto Finatti, que previu inclusão das músicas em trilhas de novela e sucesso nas FMs caso o grupo se mudasse para o Sudeste. Por ora, sair de Roraima não está nos planos do quarteto, que irá dedicar o segundo semestre de 2012 a divulgar o EP, lançar seu primeiro clipe (da música “Recompensa”) e preparar novas surpresas para seu fiel público. 






O pacote de download inclui as 6 músicas, capa, contra-capa, verso e ficha técnica do EP, duas fotos promocionais da banda por Ed Andrade Jr., as letras das músicas e o release do disco por Fabio Gomes


2.4.12

Disco do Mês: Tratado do Vazio Perfeito


O "Disco do Mês" de abril do Som do Norte é o EP Tratado do Vazio Perfeito, segundo disco lançado pela La Orchestra Invisível. O trabalho foi lançado no blog da banda paraense em 26 de março. As duas primeiras faixas já estavam na programação da rádio Cultura FM (Belém).

Numa cidade tão musical como Belém, poucas bandas podem se orgulhar de, em pouco tempo de existência, terem o reconhecimento de colegas com mais tempo de estrada. La Orchestra Invisível pode se orgulhar. A banda colheu elogios de Eletrola e Suzana Flag, quando os três grupos dividiram o palco na festa Coisa Pop (setembro de 2010). Na 2ª Noite Som do Norte(outubro de 2010), Marcelo Kahwage foi convidado para cantar junto com a StereoScope. Já a Turbo chamou Larissa Xavier para uma participação especial em seu show no Festival Megafônica (agosto de 2010) – o convite se repetiu na 3ª Noite Som do Norte (dezembro de 2010).

O som que gera tanto entusiasmo apresenta fortes características sessentistas, como as melodias bem-elaboradas, os arranjos inspirados em The Beatles e Beach Boys e a psicodelia de Syd Barrett e Os Mutantes. Outras influências, como o power pop de Teenage Fanclub, Big Star e The Posies e o lirismo do Clube da Esquina, evitam que as músicas de La Orchestra soem datadas ou retrô; todas estas referências são revisitadas pelo olhar contemporâneo de seus integrantes.



A intenção inicial de Marcelo Kahwage (voz e guitarra), Bob Stone (baixo) e Daniel Souza "Carlitos" (bateria), ao criar a banda, por volta de julho de 2009, era fazer um som “mod”, porém a sonoridade peculiar da Orchestra Invisível surgiu ao natural já a partir dos primeiros ensaios com Larissa Xavier (voz, guitarra e teclados). Em julho de 2010, Bob mudou-se de Belém e deixou a banda, sendo substituído por Cezar Sousa.

O primeiro disco da Orchestra foi lançado no começo de 2010 - um EP intitulado Primeiro e que pode ser baixado aqui. Em maio de 2011, quando integrava o Coletivo Megafônica, a banda inaugurou o projeto Megabanda, que consistia na produção de um minidocumentário com imagens de shows, entrevista e musical – Marcelo, Larissa e Daniel aparecem tocando “Singular” e “Barril de Gente” na Praça Batista Campos, área central da capital paraense.

O primeiro CD, com o título provisório de Almagesto, já está sendo produzido e deverá ser lançado em breve.



Download do EP

Ficha Técnica:

1 – Sangria (Larissa Xavier)
Arranjos: La Orchestra Invisível
Gravado no Estúdio Quarto Amarelo
Mixado, Masterizado e Produzido por Ivan Jangoux

2- Capítulo IV : Do Afastamento dos Corpos (Marcelo Kahwage)
Arranjos: La Orchestra Invisível
Gravado no Estúdio Quarto Amarelo
Mixado, Masterizado e Produzido por Ivan Jangoux

3- Música mais inocente (Larissa Xavier)
Gravado no Estúdio SANTÔNIO Records
Produção, Edição, Mixagem, Programação e Arranjo: Marcus Brito
Co-Produção: Marcelo Kahwage

Fotos: Moyses Wesley e Simone Moura
Foto Capa e Contra Capa : Moyses Wesley e Simone Moura
Arte Capa e Contra Capa: Arthur Montenegro

La Orchestra Invisível é:
Marcelo Kahwage: Vocal e Guitarra
Larissa Xavier: Vocal Guitarra e Teclados
Cezar Sousa: Baixo
Daniel Souza: Bateria

Contatos: Laorchestrainvisível@yahoo.com.br
(91)83733051 (91)82148487

13.3.12

Disco do Mês: Kitsch Pop Cult


O Disco do Mês de março do Som do Norte é Kitsch Pop Cult, segundo lançamento do cantor, compositor e guitarrista paraense Felipe Cordeiro. É sua estreia como cantor - em 2009, Felipe lançou Banquete, CD em que suas músicas são interpretadas por diversos artistas (ouça o disco em nosso Acervo Pará). O CD está à venda nas lojas de Belém desde o ano passado e tem lançamento nacional neste mês, através do show de Felipe no SESC Vila Mariana (São Paulo), no dia 15 de março. O CD recebeu a cotação de quatro estrelas da revista Rolling Stone Brasil.

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Kitsch Pop Cult - Felipe Cordeiro, por Fernanda Couto e Mariana Marçal

Um dos destaques da cena musical atual do Pará, o compositor e multiinstrumentista Felipe Cordeiro estreia como intérprete e lança seu segundo disco, Kitsch Pop Cult, em show no Teatro do SESC Vila Mariana, no dia 15 de março, quinta-feira, às 21h. Com produção de André Abujamra, que também participa do show de lançamento em São Paulo, o álbum tem co-produção de Cordeiro e de seu pai, o guitarrista e produtor musical Manoel Cordeiro, de quem Felipe diz ter herdado o gosto radical pela diversidade. Responsável pela sonoridade de nomes como Alípio Martins, Beto Barbosa e banda Warilou, Seu Manoel é um dos paraenses pioneiros na producão da lambada. No palco, Cordeiro (guitarra e voz) comanda show vibrante acompanhado por banda formada por Manoel Cordeiro (guitarra e teclado), Márcio Teixeira (bateria), Klaus (baixo) e Javier Ibanez (percussão) e pelas coloridas backing vocals Mê e Marisa Brito. A direção artística do show é de Carlos Eduardo Miranda e a direção musical de Felipe Cordeiro.

Em Kitsch Pop Cult, tudo foi pensado minuciosamente por Cordeiro, que aos 11 anos estudou piano, teoria musical e bandolim na Escola de Música daUniversidade Federal do Pará (EMUFPA) e, mais tarde, cursou a faculdade de Filosofia da mesma universidade. Os talentos de Cordeiro como compositor, que começaram a se manifestar na adolescência, renderam um primeiro disco, Banquete, influenciado pela chamada MPB tradicional e todo entoado por intérpretes convidados, além de uma série de prêmios em festivais de música. Foi o contato do paraense com o teatro que despertou o desejo de assumir a voz de suas canções e inaugurou uma nova etapa criativa, baseada em reflexões sobre a música brasileira. A sonoridade de Cordeiro ganhou uma assinatura muito específica, marcada pela união, talvez improvável, da tradição musical paraense e seu carimbó/lambada de Pinduca e Alípio Martins e o atualíssimo eletromelody das aparelhagens de Belém com referências da vanguarda paulista de Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção e Luiz Tatit. Surgem então canções altamente inventivas e contagiantes empenhadas em relativizar noções como as de “alta cultura” e “cultura pop”, devidamente adornadas por conversas com backing vocals e entonações teatrais do cantor.

Com nove faixas autorais, “Kitsch Pop Cult” traz uma releitura da instrumental “Fim de Festa”, de Manoel Cordeiro, que também assina duas parcerias do álbum, “Lambada Com Farinha” (outra faixa instrumental) e “Conversa Fora”, que ainda conta com a parceria de Adelaide Teixeira. As outras duas parcerias do disco, “Café Pequeno” e “Dias Quentes”, ficam a cargo do poeta paraense Dand M. Gravado no estúdio Apce Music Editon, em Belém do Pará, e mixado no Omin Stúdios (Curitiba) e masterizado no Magic Master (RJ), o álbum conta com o apoio do programa Conexão Vivo e é lançado pelo selo Ná Music.

O CD está disponível para download no site de Felipe - http://www.felipecordeiro.net/


1 - Legal e Ilegal (Felipe Cordeiro)

2 - Lambada com Farinha (Felipe Cordeiro - Manoel Cordeiro)

3 - Fanzine Kitsch (Felipe Cordeiro)

4 - Café Pequeno (Felipe Cordeiro - Dand M)

5 - Conversa Fora (Felipe Cordeiro - Manoel Cordeiro - Adelaide Teixeira)

6 - Dias Quentes (Felipe Cordeiro - Dand M)

7 - Fogo da Morena (Felipe Cordeiro)

8 - Fim de Festa (Manoel Cordeiro)

9 - Embaraço (Felipe Cordeiro)

10 - Historinha (Felipe Cordeiro)


Ficha técnica

PRODUZIDO POR ANDRÉ ABUJAMRA
CO-PRODUZIDO POR FELIPE CORDEIRO E MANOEL CORDEIRO
Produção executiva: Arthur Nogueira e Felipe Cordeiro
Direção artística: Patrick Tor4 e Felipe Cordeiro
Produtor Fonográfico: Ná Figueredo
Pré-produção musical: Arthur Kunz, Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro
A faixa “Fim de Festa” foi produzida por DJ Waldo Squash e Felipe Cordeiro, mixada no Apce Music e por Ulysses Moreira.
Estúdio de gravação (bases e voz): Apce Music Edition (Belém – PA)
Técnico de gravação: Assis Figueiredo, Ulysses Moreira e André Abujamra
Gravações adicionais e mixagem: Omin Stúdios (Curitiba - PR)
Técnico de gravação e mixagem: André Abujamra
Masterização: Magic Master (RJ) por Rivardo Garcia
Design gráfico: Elisa Arruda Kunz
Fotografia: Clarté foto e cinema
Figurino: Jackye Carvalho
Assessoria de imprensa: sete8 Comunicação + 55 11 2533 5404 Fernanda Couto e Mariana Marçal