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6.7.12

Disco do Mês: Sem Mentiras - Veludo Branco




Nosso "Disco do Mês" de julho é o novo EP da banda roraimense Veludo Branco, cujo título remete ao processo de criação do novo trabalho. Ele foi gravado ao vivo ao longo de oito horas em abril de 2012, no Estúdio Parixara, em Boa Vista (RR), e reúne quatro músicas, uma vinheta e um poema. O EP será disponibilizado na internet através do blog Som do Norte (www.somdonorte.com.br) na sexta, 6 de julho. Já a festa de lançamento acontece no dia 28 de julho, em Boa Vista. Sem Mentiras é o primeiro lançamento oficial do selo independente Roraima Rock Discos. 

O primeiro trabalho da banda após o CD de estreia, Veludo Branco Rock'n'Roll, lançado como nosso "Disco do Mês" de agosto de 2010, começou a ser gravado às 18h do dia 21 de abril, e foi concluído às 2h do dia 22. A produção foi de Bebeco Pujucan e da própria banda, com assistência técnica de Marcio Patricio. Enquanto o CD era composto basicamente de blues rock, no novo EP a Veludo experimnta outros caminhos - “Amor Bandido” é um  hard rock, “Ela só quer me fazer delirar” um blues, “Sem Mentiras” um folk rock e “Maldita Ressaca” um blues/jazz. As letras seguem na linha já conhecida pelos fãs da Veludo, exaltando temas como mulheres, diversão, bebida e o próprio rock'n'roll. 

O EP abre com uma vinheta tendo como trilha um trecho da gravação do cantor pernambucano Otto da canção "Pra Ser Só Minha Mulher" (Ronnie Von - Tony Osanah), e contém ainda os "Poemas de Boteco", de Victor Matheus, recitados pelo vocalista Mr. Gonzo antes de "Maldita Ressaca". Todas as músicas são de autoria da Veludo Branco, com exceção de "Ela Só Quer me Fazer Delirar", parceria de Mr. Gonzo com Poliana Silvestrini. O EP também marca a estreia do baixista Paulo Henrrique Veludo nas gravações da banda, ao lado de Mr. Gonzo e do baterista Cezar Matusa. Em três músicas - "Amor Bandido", "Sem Mentiras" e "Maldita Ressaca" -, houve ainda a participação do tecladista Alexandre Dias.

O projeto gráfico do EP é de Victor Matheus com design gráfico de Saulo Oliveira. As fotos de capa, contra capa, bolacha e encarte do EP são de autoria de Juliana Coelho. O EP tem o apoio do blog Som do Norte, Camera Pro Films, Effex Films, Black House, Estúdio Parixara e Saulo Oliveira. 


Simultaneamente à gravação do EP, foi realizado um documentário sobre os bastidores e também o videoclipe das quatro músicas. Este material dará origem ao primeiro DVD oficial da Veludo Branco, com imagens de Saulo Oliveira e cenas dos bastidores por Saulo Oliveira e Juliana Coelho, ela também responsável pelas fotos. O projeto gráfico do DVD é de Victor Matheus, com design gráfico de Saulo Oliveira, e produção executiva dos estúdios Camera Pro Films, Effex Films e Black House.

Após o lançamento do EP no Som do Norte nesta sexta, dia 6 de julho, a cada semana será disponibilizado na rede um videoclipe, culminando com a festa do lançamento na Choperia Chacrinha, em Boa Vista, no dia 28 de julho, sábado, com show das bandas Veludo Branco e HCL e participação do poeta Rodrigo Mebs, além de sorteio de brindes, torres de chopp e produtos da Veludo. A festa dá início também à turnê de lançamento do EP na região Norte, que já tem shows confirmados para Manaus em agosto e Porto Velho em setembro.


5.7.12

Acervo Pará: Eletrola (2002)


Ao se completar 10 anos do lançamento do único CD da banda Eletrola, o álbum foi disponibilizado na íntegra no Soundcloud. Aproveitamos a oportunidade para compartilhá-lo com vocês na nossa seção de Acervo, já que se trata de um registro que marcou época na cena paraense. Pudera, afinal vejam quem eram os integrantes da Eletrola:

Eliézer Andrade - voz, guitarra
Natanael Andrade - baixo, voz
Mário Antunes - bateria
Camillo Henrique - guitarra, voz

Após o final das atividades do grupo, em 2005, Eliézer e Natanael criaram a Johnny Rockstar, enquanto Camillo fundou a Turbo. Apenas Mário Antunes não mais voltou às atividades musicais. 

Embora gravado há tanto tempo, o álbum produzido e gravado por Paulo Lavareda soa atual. Tanto que, volta e meia, hits do álbum são tocadas como cover por outras bandas paraenses.

Em junho de 2011, o site Pará Música publicou um depoimento do empresário Ná Figueredo, editado por mim, a propósito do CD. A publicação original está em http://www.paramusica.com.br/pagina/radarparadetalhe/ID/42

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O pop altamente radiofônico do Eletrola

Ná Figueredo conta qual o seu disco inesquecível no rock paraense

Por Ná Figueredo
Meu disco paraense inesquecível é oEletrola, lançado pela banda Eletrola em 2002. É um disco correto, altamente radiofônico, muito pop, com melodias que grudam no ouvido. Música para tocar no rádio. As pessoas cantavam todas as músicas nos shows. O grande pecado dos independentes brasileiros de hoje é que eles fazem música anti-radiofônica. Se a música não toca no rádio, dificulta o interesse pelos shows e a banda não circula. A banda precisa sempre atrair um público maior do que o que ela já tem, precisa trabalhar o disco depois de pronto, não simplesmente deixá-lo de lado e já começar a pensar no próximo.
Além das qualidades musicais do CD, a Eletrola merece destaque porque foi a banda que, pela primeira vez, tentou fazer algo diferente do que se fazia então. A cena em Belém sempre foi forte, mas nunca acontece fora daqui porque faltam coisas vitais: organização e profissionalismo. A Eletrola se viu como uma banda, contratou um manager, o Alex “Corujinha”. Ele cuidava de vender os shows, colocar a Eletrola para circular pelo Brasil, e a banda só se preocupava em fazer sua música. Com isso, eles passaram a viver de shows, isto levou a cena a ser vista de outra forma. Mas depois de um tempo o Alex fez uma série de dívidas, saiu de Belém, e em seguida a banda acabou, em 2005.
A fama da Eletrola continuou, nesse mesmo ano fui a Brasília participar da 1ª FMI (Feira de Música Independente), quando eu dizia que era de Belém todo mundo só perguntava pela Eletrola. Outra banda que, mais tarde, reproduziu aquele modelo de organização e deu muito certo foi o Madame Saatan, que hoje está em São Paulo – eles têm um produtor que cuida dos interesses da banda e só se preocupam em tocar. Outras bandas daqui que foram pra São Paulo, como a Morpheus e A Euterpia, não investiram nesta estrutura e acabaram em seguida.  É importante ter planejamento, viver como banda, tem alguém que cuide dos interesses da banda. A Eletrola tinha tudo isso. 




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