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5.7.12

Acervo Pará: Eletrola (2002)


Ao se completar 10 anos do lançamento do único CD da banda Eletrola, o álbum foi disponibilizado na íntegra no Soundcloud. Aproveitamos a oportunidade para compartilhá-lo com vocês na nossa seção de Acervo, já que se trata de um registro que marcou época na cena paraense. Pudera, afinal vejam quem eram os integrantes da Eletrola:

Eliézer Andrade - voz, guitarra
Natanael Andrade - baixo, voz
Mário Antunes - bateria
Camillo Henrique - guitarra, voz

Após o final das atividades do grupo, em 2005, Eliézer e Natanael criaram a Johnny Rockstar, enquanto Camillo fundou a Turbo. Apenas Mário Antunes não mais voltou às atividades musicais. 

Embora gravado há tanto tempo, o álbum produzido e gravado por Paulo Lavareda soa atual. Tanto que, volta e meia, hits do álbum são tocadas como cover por outras bandas paraenses.

Em junho de 2011, o site Pará Música publicou um depoimento do empresário Ná Figueredo, editado por mim, a propósito do CD. A publicação original está em http://www.paramusica.com.br/pagina/radarparadetalhe/ID/42

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O pop altamente radiofônico do Eletrola

Ná Figueredo conta qual o seu disco inesquecível no rock paraense

Por Ná Figueredo
Meu disco paraense inesquecível é oEletrola, lançado pela banda Eletrola em 2002. É um disco correto, altamente radiofônico, muito pop, com melodias que grudam no ouvido. Música para tocar no rádio. As pessoas cantavam todas as músicas nos shows. O grande pecado dos independentes brasileiros de hoje é que eles fazem música anti-radiofônica. Se a música não toca no rádio, dificulta o interesse pelos shows e a banda não circula. A banda precisa sempre atrair um público maior do que o que ela já tem, precisa trabalhar o disco depois de pronto, não simplesmente deixá-lo de lado e já começar a pensar no próximo.
Além das qualidades musicais do CD, a Eletrola merece destaque porque foi a banda que, pela primeira vez, tentou fazer algo diferente do que se fazia então. A cena em Belém sempre foi forte, mas nunca acontece fora daqui porque faltam coisas vitais: organização e profissionalismo. A Eletrola se viu como uma banda, contratou um manager, o Alex “Corujinha”. Ele cuidava de vender os shows, colocar a Eletrola para circular pelo Brasil, e a banda só se preocupava em fazer sua música. Com isso, eles passaram a viver de shows, isto levou a cena a ser vista de outra forma. Mas depois de um tempo o Alex fez uma série de dívidas, saiu de Belém, e em seguida a banda acabou, em 2005.
A fama da Eletrola continuou, nesse mesmo ano fui a Brasília participar da 1ª FMI (Feira de Música Independente), quando eu dizia que era de Belém todo mundo só perguntava pela Eletrola. Outra banda que, mais tarde, reproduziu aquele modelo de organização e deu muito certo foi o Madame Saatan, que hoje está em São Paulo – eles têm um produtor que cuida dos interesses da banda e só se preocupam em tocar. Outras bandas daqui que foram pra São Paulo, como a Morpheus e A Euterpia, não investiram nesta estrutura e acabaram em seguida.  É importante ter planejamento, viver como banda, tem alguém que cuide dos interesses da banda. A Eletrola tinha tudo isso. 




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